Portuguese poem
O Poeta
Tambem eu, sonhador, que vi correr meus dias Na solemne mudez da grande solidão, E soltei, enterrando as minhas utopias, O ultimo suspiro e a ultima oração;
Tambem eu junto a voz á voz da natureza, E soltando o meu hymno ardente e triumphal, Beijarei ajoelhado as plantas da beleza E banharei minh'alma em tua luz,--Ideal!
Ouviste a natureza? Ás supplicas e ás maguas Tua alma de mulher deve de palpitar; Mas que te não seduza o cantico das aguas, Não procures, Corinna, o caminho do mar!