Portuguese poem
Reflexos
(Thu-Fu.)
Vou rio abaixo vogando No meu batel e ao luar; Nas claras aguas fitando, Fitando o olhar.
Das aguas vejo no fundo, Como por um branco véu, Intenso, calmo, profundo, O azul do céu.
Nuvem que no céu fluctua, Fluctua n'agua tambem; Se a lua cobre, á outra lua Cobril-a vem.
Da amante que me extasia, Assim, na ardente paixão, As raras graças copia Meu coração.