Portuguese poem
Vi
Estas palavras taes ouvindo a moça, Turbada os olhos descaiu na terra, E algum tempo ficou calada e triste, Como no azul do céu o astro da noite, Se uma nuvem lhe empana a meio a face. Subito a voz e o rosto alevantando, Com dissimulação,--peccado embora, Mas innocente:--«Olhai, a noite é linda! O vento encrespa mollemente as ondas, E o céu é todo azul e todo estrelas! Formosa, oh! quão formosa a terra minha! Dizei: além desses compridos serros, Além daquelle mar, á orla de outros, Outras como esta vivem?»