Versos Portuguese Machado de Assis Xiv

Portuguese poem

Xiv

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Solemne o velho Com a voz, não frouxa, mas pausada, falla: «Vês? Todo o brio, todo o amor no peito Te emudeceu. Só lastimar-me podes, Salvar-me, nunca. O carcere me aguarda, E a fogueira talvez; cumpril-a, é tempo, A vontade de Deus. Tu, pae e esposo Da desvalida filha que ahi deixo, Nuno, serás. A relembrar com ella Meu pobre nome, applacareis a immensa Colera do Senhor...» Sorrindo ironico, Estas palavras ultimas lhe caem Dos labios tristes. Ergue-se: «Partamos! Adeus! Negou-me Aquelle que no campo Deixa a arvore ancian perder as folhas No mesmo ponto em que as nutriu viçosas, Negou-me ver por estas longas serras Ir-se-me o ultimo sol. Brando regaço A filial piedade me daria Em que eu dormisse o derradeiro somno, E em braços de meu sangue transportado Fora em horas de paz e de silencio Levado ao leito extremo e eterno. Vive Ao menos tu...»