Portuguese poem
De um Régio tronco, de uma Régia rama
by Manuel Botelho de Oliveira (1636–1711)
De um Régio tronco, de uma Régia rama, Qual ramo nasces, e qual flor respiras; E porque a todos singular prefiras, Áustria te alenta, Portugal te inflama.
O Monstro alado no seu templo aclama Futuras obras, a que tanto aspiras; Que inda, quando entre lágrimas suspiras, Geme o mar, treme a terra, voa a fama.
De Lísia tomarás o cetro honroso E te verás na sacrossanta guerra Absoluto Monarca glorioso.
A teu valor, que a tenra idade encerra, Prometem para Império poderoso, Marte o esforço, o mar Tétis, Jove a terra.