Versos Portuguese Manuel Botelho de Oliveira Ministro douto, afável, comedido

Portuguese poem

Ministro douto, afável, comedido

by (1636–1711)

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À morte do desembargador Jerônimo De Sá e Cunha

Ministro douto, afável, comedido, Discreto, pio, reto, e respeitado, Foste de todos igualmente amado, Como foste de todos bem sentido.

Morreste; porém cuido persuadido Que não morreste não, porque lembrado Vives nos corações tão retratado, Como se nunca foras fenecido.

Inda que contra nós a Parca corte Os teus fios vitais por despedidas, Não temas de que acabes dessa sorte;

Antes entre memórias repetidas, Se ũa vida perdeste em ũa morte, Nos corações cobraste muitas vidas.