Portuguese poem
Quem vos vê sem tropeços de inconstante
by Manuel Botelho de Oliveira (1636–1711)
Ao general João Correia de Sá vindo da Índia
Quem vos vê sem tropeços de inconstante, Quem vos trata sem notas de invejoso, Vos rende o coração por amoroso, Vos tributa a vontade por amante.
Na Plaga Oriental será constante A fama em vosso nome generoso; Que são vossas empresas, Sá famoso, Melhores asas a seu vôo errante.
Entre o laço de afável senhorio Correia sois enfim, que a quem vos ama, A vontade lhe atais, sem ter desvio.
Sá sois: e quando o Mundo vos aclama, Preservais com o sal de vosso brio Da corrupção dos tempos vossa fama.