Versos Portuguese Manuel de Arriaga Alvorada

Portuguese poem

Alvorada

by (1840–1917)

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Algures brilha o sol no azul do firmamento, E expõe com resplendor das cousas o espectaculo! Aqui, na escuridão, o mundo é tabernaculo Onde os frageis mortaes descançam um momento!...

Alem, o Sol incita o mundo ao movimento, Á lucta pela Vida, o esteio e o sustentaculo Desde o ser da Rasão ao minimo animaculo, Aqui, o somno esparse em todos novo alento!

Ó Luz! tu és do mundo a Força, a Alma, a Vida, A essencia do meu Ser, a minha propria Ideia, O proprio Deus, talvez!... Belleza, Amor, Verdade!

Atraz de Ti caminha a Terra, mãe querida! Bemdito caminhar! Por Ti minha alma anceia!... Bemvinda sejas, pois, oh doce claridade!

Lisboa, 1898.

Also available with a spoken translation into English in the reader.