Portuguese poem
Amor E Providencia
by Manuel de Arriaga (1840–1917)
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Em quanto eu, alta noite, velo e lido, Por vós mantendo innumeros cuidados, Dormis, caros filhinhos, socegados Em torno a mim o sonho appetecido!
Dormis?! sonhaes de certo... e eu pae envido Meus esforços por vêr realisados Vossos sonhos gentis e perfumados: Ampara-vos um peito estremecido.
Outro Alguem faz por nós o que eu vos faço: Com suprema bondade e sapiencia, Rege os mundos que rolam pelo espaço!
Esse Alguem é o Amor por excellencia, O formidavel e invisivel braço, E o olhar que nunca dorme==_a Providencia_==!
Lisboa, 1885.
Also available with a spoken translation into English in the reader.