Portuguese poem
Na beira da lagoa
by Manuel de Oliveira Paiva (1861–1892)
Como um tapete de risos Num campo de paz fecundo, Em cujos variados frisos De prazeres brinca um mundo.
Ao ar sadio da aurora Assim me parece o bando Das aves que, a toda hora, Vivem alegres vadiando.
Nas aguapés agrupados A tona das águas brandas Que o vento enruga de leve.
E vêm descendo as manadas Para as marginais varandas De areia da cor de neve.