Portuguese poem
O meu coração
by Manuel de Oliveira Paiva (1861–1892)
Na paz de minha alma quieta Há um exército que aterra, Lá existe um Napoleão:
Sabe esgrimir baioneta, Conhece as artes da guerra O meu calmo coração.
As mãos ele tem calosas, Suporta o calor do estio, Ama doudamente ao frio, Gosta de amor e de rosas:
Formas as linhas, impetuosas como as enchentes dum rio, Pra lutar em desafio Com as mulheres formosas.