Versos Portuguese Manuel de Oliveira Paiva Quem pode, pode, bem-te-vi!

Portuguese poem

Quem pode, pode, bem-te-vi!

by (1861–1892)

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Oh Bem-te-vi! Que estou vendo? Desrespeita a calvície, A humildade e a sandice Desse Urubu reverendo?

Respeita a roupa de luto, A mudez e ao tamanho, Mesmo ao nome que tem ganho O pobre Urubu matuto!

Quer nos ares, quer pousado, Quer no campo, ou na cidade, Não lhe poupas com teu bico!?

Acaso és tu copiado Nos moldes da humanidade? — É ele pobre e tu rico?