Portuguese poem
Seu Nome
Seu nome! em repeti-lo a planta, a erva, A fonte, a solidão, o mar, a brisa Meu peito se extasia! Seu nome é meu alento, é-me deleite; Seu nome, se o repito, é dulia nota De infinda melodia.
Seu nome! vejo-o escrito em letras d’ouro No azul sideral à noite quando Medito à beira-mar; E sobre as mansas águas debruçada, Melancólica, e bela eu vejo a lua, Na praia a se mirar.
Seu nome! é minha glória, é meu é meu porvir, Minha esperança, e ambição é ele, Meu sonho, meu amor! Seu nome afina as cordas de minha harpa, Exalta a minha mente, e a embriaga De poético odor!
Seu nome! embora vague esta minha alma Em paramos desertos, — ou medite Em bronea solidão; Seu nome é minha ideia: — em vão tentará Roubar-me alguém do peito — em vão — repito, Seu nome é meu condão.
Quando baixar benéfico a meu leito, Esse anjo de Deus, pálido e triste Amigo derradeiro. No meu último arcar, no extremo alento, Há de seu nome pronunciar meus lábios Seu nome todo inteiro!...