Versos Portuguese Maximiliano de Azevedo V

Portuguese poem

V

by (1850–1911)

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Injusta muita vez, a Critica, ingloria, Quer negar-lhe um logar no pantheon da Historia, Chamando-lhe cruel, carrasco de mil vidas, A elle, que remiu as raças opprimidas, Que deu à escravidão a carta de alforria, Apontando ao Porvir da Liberdade o dia!

E se elle teve, emfim, manchas ensanguentadas, Tambem o sol as tem, que ficam offuscadas, Pela irradiação da sua luz brilhante...

Está limpo o pedestal da estatua do gigante! Elle foi da Justiça o braço vingador, Como depois na França os homens do Terror.

Saudai-o Mocidade! Um brado bem seguro, Apostolos da Luz, videntes do Futuro! Vós, que saudastes já o genio de Camões, Erguei-lhe um monumento em vossos corações. É justo que façais dupla consagração: --Ao genio da Epopeia e ao genio da Instrucção!

Valença, 8 de Maio de 1882.

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