Versos Portuguese Olavo Bilac A Montanha

Portuguese poem

A Montanha

by (1865–1918)

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Calma, entre os ventos, em lufadas cheias De um vago sussurrar de ladainha, Sacerdotisa em prece, o vulto alteias Do vale, quando a noite se avizinha:

Rezas sobre os desertos e as areias, Sobre as florestas e a amplidão marinha; E, ajoelhadas, rodeiam-te as aldeias, Mudas servas aos pés de uma rainha.

Ardes, num holocausto de ternura... E abres, piedosa, a solidão bravia Para as águias e as nuvens, a acolhê-las;

E invades, como um sonho, a imensa altura, - Ultima a receber o adeus do dia, Primeira a ter a bênção das estrelas!