Versos Portuguese Olavo Bilac A Madrugada

Portuguese poem

A Madrugada

by (1865–1918)

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Os pássaros, que dormiam Nas árvores orvalhadas, Já a alvorada anunciam No silêncio das estradas.

As estrelas, apagando A luz com que resplandecem, Vão tímidas vacilando Até que desaparecem.

Deste lado do horizonte, Numa névoa luminosa, O céu, por cima do monte, Fica todo cor-de-rosa;

Daí a pouco, inflamado Numa claridade intensa, Se desdobra avermelhado, Como uma fogueira imensa.

Os galos, batendo as asas, Madrugadores, já cantam; Já há barulho nas casas, Já os homens se levantam,

O lavrador pega a enxada, Mugem os bois à porfia; — É a hora da madrugada Saudai o nascer do dia!