Versos Portuguese Olavo Bilac A Infância

Portuguese poem

A Infância

by (1865–1918)

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O berço em que, adormecido, Repousa um recém-nascido, Sob o cortinado e o véu, Parece que representa,

Para a mamãe que o acalenta, Um pedacinho do céu. Que júbilo, quando, um dia, A criança principia,

Aos tombos, a engatinhar... Quando, agarrada às cadeiras, Agita-se horas inteiras Não sabendo caminhar!

Depois, a andar já começa, E pelos móveis tropeça, Quer correr, vacila, cai... Depois, a boca entreabrindo,

Vai pouco a pouco sorrindo, Dizendo: mamãe... papai... Vai crescendo. Forte e bela, Corre a casa, tagarela,

Tudo escuta, tudo vê... Fica esperta e inteligente... E dão-lhe, então, de presente Uma carta de A.B.C...