Portuguese poem
A Gonçalves Dias
by Olavo Bilac (1865–1918)
Celebraste o domínio soberano Das grandes tribos, o tropel fremente Da guerra bruta, o entrechocar insano Dos tacapes vibrados rijamente,
O maracá e as flechas, o estridente Troar da inúbia, e o canitar indiano... E, eternizando o povo americano, Vives eterno em teu poema ingente.
Estes revoltos, largos rios, estas Zonas fecundas, estas seculares Verdejantes e amplíssimas florestas
Guardam teu nome: e a lira que pulsaste Inda se escuta, a derramar nos ares O estridor das batalhas que contaste.