Portuguese poem
Alexandre
by Olavo Bilac (1865–1918)
Quem te cantara um dia a ambição desmarcada, Filho da heráclia estirpe! e o clamor infinito Com que o povo da Emátia acorreu ao teu grito, Voando, como um tufão, sobre a terra abrasada!
Do Adriático mar ao Índus, e do Egito Ao Cáucaso, o fulgor do aceiro dessa espada Prosternava, a tremer, sobre a lama da estrada, Ídolos de ouro e bronze, e esfinges de granito.
Mar que regouga e estronda, espedaçando diques, - Aos confins da Ásia rica as falanges corriam, encrespadas de fúria e erriçadas de piques. E do sangue, do pó, dos destroços da guerra, Aos teus pés, palpitando, as cidades nasciam, E a Alma Grega, contigo, avassalava a Terra!
(As Viagens,IV )