Portuguese poem
Aos Meus Amigos de São Paulo
by Olavo Bilac (1865–1918)
Se amo, padeço, e sonho, a recompensa É a melhor que me dais, neste agasalho: Desta ternura, sobre mim suspensa, Desce todo o valor do quanto valho.
Não tenho aroma que vos não pertença: Vêm de vós a doçura e o bem que espalho; Valemos todos pela nossa crença, Na comunhão do amor e do trabalho.
Operário modesto, abelha pobre, De vós e para vós o mel fabrico, E abençôo a colmeia que nos cobre.
Só do labor geral me glorifico: Por ser da minha terra é que sou nobre, Por ser da minha gente é que sou rico.