Portuguese poem
As Cruzadas
by Olavo Bilac (1865–1918)
Fulge-te o morrião sobre o cabelo louro, E avultas na moldura, alto, esbelto e membrudo, Guerreiro que por Deus abandonaste tudo, Desbaratando o Turco, o Sarraceno e o Mouro!
Brilha-te a lança à mão, presa ao guante de couro. Nos peitorais de ferro arfa-te o peito ossudo, E alça-se-te o brasão sobre a chapa do escudo, Nobre: - em campo de blau sete besantes de ouro.
"Diex le volt!" E, barão entre os barões primeiros Foste, através da Europa, ao Sepulcro ameaçado. Dentro de um turbilhão de pajens e escudeiros...
E era-te o gládio ao punho um relâmpago ardente! E o teu pendão de guerra ondeou, glorioso, ao lado Do pendão de Balduíno, imperador do Oriente.
(As Viagens , VII )