Portuguese poem
As Flores
by Olavo Bilac (1865–1918)
Deus ao mundo deu a guerra, A doença, a morte, as dores; Mas, para alegrar a terra, Basta haver-lhe dado as flores.
Umas, criadas com arte, Outras, simples e modestas, Há flores por toda a parte Nos enterros e nas festas,
Nos jardins, nos cemitérios, Nos paúes e nos pomares; Sobre os jazigos funéreos, Sobre os berços e os altares,
Reina a flor! pois quis a sorte Que a flor a tudo presida, E também enfeite a morte, Assim como enfeita a vida.
Amai as flores, crianças! Sois irmãs nos esplendores, Porque há muitas semelhanças Entre as crianças e as flores...