Portuguese poem
As Velhas Árvores
by Olavo Bilac (1865–1918)
Olha estas velhas árvores, — mais belas, Do que as árvores moças, mais amigas, Tanto mais belas quanto mais antigas, Vencedoras da idade e das procelas...
O homem, a fera e o inseto à sombra delas Vivem livres de fomes e fadigas; E em seus galhos abrigam-se as cantigas E alegria das aves tagarelas...
Não choremos jamais a mocidade! Envelheçamos rindo! envelheçamos Como as árvores fortes envelhecem, Na glória da alegria e da bondade,
Agasalhando os pássaros nos ramos, Dando sombra e consolo aos que padecem!