Portuguese poem
As Amazonas
by Olavo Bilac (1865–1918)
Nem sempre durareis, eras sombrias De miséria moral! A aurora esperas, Ó Pátria! e ela virá, com outras eras, Outro sol, outra crença em outros dias!
Davi renascerá contra Golias, Alcides contra os pântanos e as feras: Os corações serão como crateras, E hão de em lavas mudar-se as cinzas frias.
As nobres ambições, força e bondade, Justiça e paz virão sobre estas zonas, Da confusa fusão da ardente escória.
E, na sua divina majestade, Virgens, reviverão as Amazonas Na cavalgada esplêndida da glória!