Portuguese poem
Ciclo
by Olavo Bilac (1865–1918)
Manhã. Sangue em delírio, verde gomo, Promessa ardente, berço e liminar: A árvore pulsa, no primeiro assomo Da vida, inchando a seiva ao sol... Sonhar!
Dia. A flor, - o noivado e o beijo, como Em perfumes um tálamo e um altar: A arvore abre-se em riso, espera o pomo, E canta à voz dos pássaros... Amar!
Tarde. Messe e esplendor, glória e tributo; A árvore maternal levanta o fruto, A hóstia da idéia em perfeição... Pensar!