Versos Portuguese Olavo Bilac Cleópatra

Portuguese poem

Cleópatra

by (1865–1918)

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"Cleopatra diffidava... Fu persuasa che il vincitore la destinava al trionfo... Ottaviano, corse in gran fretta a salvare la sua preda, la trovó, sul letto, adorna della sua piú bella veste di regina, addormentata per sempre..."

(G. FERRERO - Grandezza e decadenza di Roma.)

Não! que importava a queda, e o epílogo do drama: O trono, o cetro, o povo, o exército, o tesouro, As províncias, a glória, e as naus, no sorvedouro De Actium, e Alexandria entregue ao saque e à chama?

Não! que importava o horror da entrada em Roma: a fama De Otávio, e o seu triunfo, entre a púrpura e o louro, E a plebe em grita, e o céu cheio das águias de ouro, E o Egito, e o seu império, e os seus troféus, na lama?

Não! Que importava o amor perdido? Que importava O naufrágio do orgulho, a vergonha, a tortura Do ódio do vencedor ou da piedade alheia?

Mas entrar desgrenhada, envelhecida, escrava, Rota, sem o arraiar da sua formosura, Sol sem fulgor... Matou-a o medo de ser feia.