Portuguese poem
Domingo
by Olavo Bilac (1865–1918)
Domingo... Os sinos repicam Na igreja, constantemente, E todas as ruas ficam Alegres, cheias de gente.
Todo um dia de ventura... Como o domingo seduz! O homem, cansado, procura Ter paz, ter ar, e ter luz.
Paradas e sem trabalho, Dormem na roça as enxadas; Dormem a bigorna e o malho Nas oficinas fechadas.
Também, meninos cansados, Os vossos livros deixai! Deixai lições e ditados! Dormi! Sorri! Cantai!
Fechem-se as aulas! e o bando Ruidoso das criancinhas Livre se espalhe, voando, Como um bando de andorinhas!
Deus, quando o mundo fazia, Sete dias trabalhou, E ao fim do sétimo dia Do trabalho descansou...