Portuguese poem
Os Matuius
by Olavo Bilac (1865–1918)
De pés virados, marcha avessa e rude, Dedos atrás, calcâneos para a frente, Ainda viveis, mentores sem virtude, Que a verdade escondeis à vossa gente!
Sabeis, - e errais propositadamente, Traidores nas lições e na atitude: Aos corações o vosso exemplo mente, Como no solo o vosso rasto ilude.
Pobre quem calca o vosso piso errado: Em vez da liberdade encontra um muro; Pedindo a salvação, cai num pecado;
E acha em lugar da glória o lodo impuro: Para seguir-vos, vai para o passado; Por imitar-vos, foge do futuro.