Versos Portuguese Olavo Bilac Palmeira Imperial

Portuguese poem

Palmeira Imperial

by (1865–1918)

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Mostras na glória um coração mesquinho... Numa beleza esplêndida, que aterra, Passas desencadeando um ar de guerra, Sem deixar um perfume no caminho.

Como a palmeira, não susténs um ninho! Não és filha, mas hóspeda da Terra; Subjugando a planície, na alta serra, - Cruel às aves, seca de carinho.

Ha no deslumbramento do teu porte Tédio, orgulho, desdém: talvez saudade De outra vida, ambição talvez da morte...

Como a palmeira, tens a majestade, E dela tens a desgraçada sorte: A avareza da sombra e da piedade.