Versos Portuguese Olavo Bilac Ressurreição

Portuguese poem

Ressurreição

by (1865–1918)

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Como às vezes, piedoso, o sol se inclina Sobre um pântano, e acende-o, e da água ascosa No atro fundo, ergue Alhambras de ouro e rosa, Catedrais e Krêmlins de prata fina,

- Também, da alta região que nos domina, Tu pairas sobre mim, sombra piedosa: Sinto em mim, como numa nebulosa, Mundos novos, ardendo em luz divina...

São torres vivas, cúpulas fulgentes, Zimbórios igneos, toda a arquitetura Dos sonhos que a ambição do Ideal encerra,

Subindo em largos surtos, em torrentes, Galgando o céu, para brilhar na altura E desfazer-se em versos sobre a terra...