Versos Portuguese Raimundo António de Bulhão Pato Quien No Ama, No Vive

Portuguese poem

Quien No Ama, No Vive

by (1828–1912)

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Pois não vês que se a luz do sol nascente Á rosa na manhã desabroxada, Não illumina as folhas, desbotada Fica n'aste pendente, Sem perfume, sem vida abandonada?

Dize: então queres tu que a formosura Que o Senhor estampou no teu semblante, Sem renome, sem gloria, passe obscura No mundo em que radiante Ostentar-se podia magestosa? Queres vel-a abatida como a rosa Que o sol não illumina?

Pois o que falta a essa fronte bella? Oh! vais sabel-o:--O amor! Que se anime e reviva á luz divina E verás se depois alguem ao vel-a Lhe nega o seu fulgor!

Ajuda 1850.