Versos Portuguese Raimundo António de Bulhão Pato V

Portuguese poem

V

by (1828–1912)

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Tranquillo no seu leito solitario, Hugo repousa, e pode sem receio Livremente soltar o pensamento. Porém ella descança a fronte pallida Das fadigas do amor, junto do esposo. Sonhando, em voz sumida solta um nome, E suppondo estreitar contra seu peito, Agitado e febril, o terno amante, Entre os braços comprime esse que dorme Agora ao lado seu. Subito acorda Á suave impressão do meigo abraço O esposo que se julga idolatrado, Até nos sonhos da adorada esposa!