Portuguese poem
Vi
by Raimundo António de Bulhão Pato (1828–1912)
Sobre o seu coração com quanto affecto Reclina aquella fronte encantadora! Com quanto afan procura ouvir as frases, Que de seus labios solta entrecortadas! Mas.... que ouviu? Santo Deus! Nesse momento, Azo, o altivo senhor, estremecêra Como tendo escutado a voz do archanjo! Oh! deve estremecer, porque a sentença, A sentença fatal que os seus ouvidos Acabam de escutar, vai despenhal-o Para sempre no abismo da desgraça! O nome que ella em sonhos proferíra, Que soára tremendo como a vaga, Quando arremeça aos concavos rochedos A debil prancha que sustenta o naufrago, Esse nome qual foi? O nome de Hugo; Hugo, o filho da pobre e linda Branca, Que o principe illudiu, e sem piedade Depois abandonou! Hugo, seu filho, Fructo innocente de um amor culpado!