Versos Portuguese Ricardo Reis A flor que és, não a que dás, eu quero

Portuguese poem

A flor que és, não a que dás, eu quero

by (1888–1935)

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A flor que és, não a que dás, eu quero. Porque me negas o que te não peço. Tempo há para negares Depois de teres dado. Flor, sê-me flor! Se te colher avaro A mão da infausta esfinge, tu perene Sombra errarás absurda, Buscando o que não deste.