Versos Portuguese Sílvio Romero A Nau Catarineta

Portuguese poem

A Nau Catarineta

by (1851–1914)

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Vem a Nau Catarineta, Já farta de navegar: Sete anos e mais um dia Andou nas ondas do mar. Não tinham mais que comer. Nem tão pouco que manjar; Botaram solas de molho, Pra no domingo jantar; A sola era tão dura Que não podiam tragar; Botaram sortes em branco Ao qual havia tocar. A sorte caiu em preto No capitão-general; A maruja era tão boa Que o não queria matar.

"Sobe, sobe, oh! Chiquito, Naquele tope real, Vê se vês terras de Espanha, Areias de Portugal.

— Não vejo terras de Espanha, Areias de Portugal, Vejo só a três espadas Pra contigo batalhar. "Sobe, sobe ali, marujo, Naquele tope real; Vê se vês terras de Espanha, Areias de Portugal.

— Alvíssaras, meu capitão, Alvíssaras vos quero dar: Já vejo terras de Espanha, Areias de Portugal; Também vejo três meninas Debaixo de um laranjal.

"Todas três são minhas filhas, Todas três te dera a ti: Uma para te lavar, Outra para te engomar, A mais bonita delas todas, Para contigo casar.

Palavras não eram ditas, Chiquito caiu no mar.