Portuguese poem
Lyra II
by Tomás Antônio Gonzaga (1744–1810)
Em vão do amado Filho que foge, Venus quer hoje Noticias ter.
Sagaz, e astuto Elle se esconde Em parte aonde Ninguem o vê.
Dos signaes dados Bem se conhece, Que elle aborrece A Mãi que tem.
Se os seus defeitos Ella publíca, Razão lhe fica De se offender.
Foge o Menino, E disfarçado Vive abrigado N'uma cruel.
Com mil caricias A impia o trata; Nem o desata Do peito seu.
Se a semelhança Sempre amor gera, Deve huma fera Outra accolher.
Ah! se o teu nome, Marilia, calo, Que de ti fallo Bem pódes crer.