Versos Portuguese Tomás Antônio Gonzaga Soneto VII

Portuguese poem

Soneto VII

by (1744–1810)

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Quantas vezes Lidora me dizia, Ao terno peito minha mão levando, Conjurem-se em meu mal os Astros, quando Achares no meu peito aleivosia.

Então que não chorasse lhe pedia, Por firme seu amor acreditando; Ah! que em movendo os olhos suspirando Ao mais acautellado enganaria.

Hum anno assim viveo: ó Ceos! agora Mostrou que era mulher: a natureza Só por não se mudar a fez traidora.

Não, não darei mais cultos á belleza, Que depois de faltar á fé, Lidora, Nem creio que nas Deosas ha firmeza.