Versos Portuguese Tomás Pinto Brandão Caminhante que vás tão de corrida

Portuguese poem

Caminhante que vás tão de corrida

by (1664–1743)

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Caminhante que vás tão de corrida, Pois em nada reparas da jornada, Repara por tua vida no meu nada, Que foi toda űa morte a minha vida.

Também do mundo andei muita partida, Posto que em diligência mal parada, E por não ser verdade incorporada Ua mentira sou desvanecida.

Eu tive ocupação sem exercício, Eu fui mui conhecido sem ter nome, Eu, ingrato, morri sem benefício.

Exemplo toma em mim, ó pobre homem, Que se tratares mal, vives de vício, E se viveres bem, morres de fome.