Portuguese poem
Vi
by Visconde de Almeida Garrett João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett
—‘Filha, filha... a ésta hora! Que succedeu?... que tens tu?’ Callada Adozinda chora. —‘Ai, não, não me chameis filha!’ Rompe em fim, a soluçar, Nadando n’um mar de pranto. Pasmo, terror, maravilha, Susto, medo, horror, espanto No peito da triste Auzenda Em confusão estupenda De tropel foram quebrar. —Que será?—E esse tyranno De todo o socêgo humano, Dúvida, o monstro fatal, Que até nos deixa a esperança Paraque do incerto mal Seja maior a pujança, Venha mais fino o punhal Quando n’alma se nos crava, Esse do peito lhe trava, E ao cruel padecimento Dobra angústias e tormento.
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