Portuguese poem
Eurico
by Abílio Manuel Guerra Junqueiro
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Cod. civil art. 1057 e 4031
Eurico, Eurico, ó pallida figura, Lastimoso, romantico levita, Que nos serros do Calpe em noite escura Ergues as mãos á abobada infinita;
Rasga a pagina santa da Escriptura; O espirito de luz que em nós habita Já não consente essa ideal loucura Que faz do amor uma paixão maldita.
Deixa a soidão dos montes escalvados; Não soltes mais os threnos inflamados, Nem tenhas medo ás garras do demonio.
Beija a Hermengarda, a timida donzella. E vai de braço dado tu e ella Contrahir civilmente o matrimonio.
Also available with a spoken translation into English in the reader.