Versos Portuguese Adelino Fontoura Celeste

Portuguese poem

Celeste

by (1859–1884)

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É tão divina a angélica aparência E a graça que ilumina o rosto dela, Que eu concebera o tipo da inocência Nessa criança imaculada e bela.

Peregrina do céu, pálida estrela, Exilada da etérea transparência, Sua origem não pode ser aquela Da nossa triste e mísera existência.

Tem a celeste e ingênua formosura E a luminosa auréola sacrossanta De uma visão do céu, cândida e pura.

E quando os olhos para o céu levanta, Inundados de mística doçura, Nem parece mulher — parece santa.