Portuguese poem
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by Adelino Fontoura (1859–1884)
À brisa, ao sol, à serra, à flor silvestre Ao ribeiro que corre cristalino, Ao canto alegre e doce, matutino, Das aventuras no arvoredo agreste;
À campina que do orvalho a manhã veste, Eu, sem de Homero for o alto destino, Um conto fui pedir áureo, divino, Radiante dessa luz alva e celeste!
Com ele ornar quisera, alegremente, O teu álbum mimoso — onde o talento Do teu gênio se curva ao foto ingente;
Mas, não tenho de Dante o pensamento, Não acho inspiração na luz fulgente Pra um canto te ofertar com sentimento.