Portuguese poem
Ohs! E ais!
by Adelino Fontoura (1859–1884)
Essa mulher que tantos ohs! provoca, Essa mulher que tantos ais! arranca, Essa mulher quem é? Por que abre a boca O Silvestre quando a vê? - É branca?
É morena? É francesa? É carioca? As belezas helênicas desbanca? O seu olhar os cérebros desloca? O seu sorriso as lágrimas estanca?
Vamos, Raimundo, tu que viste há dias A mágica visão, o ser terrestre, Por quem já deste uns ais! e uns ohs! eu sinto,
Tira as garras da dúvida ao Matias, Faze valsar o Lins, rir o Silvestre E reler os "Subsídios" o Filinto.