Portuguese poem
Desalento
A Sorte, amigo, a sorte é dura ás vezes! Agora nos affaga e nos alenta; E logo nos opprimem seus revezes...
Após leda bonança vem tormenta; Succede a noite escura ao claro dia, E ao rapido prazer a magoa lenta!
Assim de minha ardente phantasia Aos sonhos perfumados de venturas Que a beijar-me a fronte eu já sentia,
Ai! seguiram-se tristes amarguras Que a vida a pouco e pouco vão comendo; Deixando espinhos só onde as verduras Eram brandos aromas rescendendo!
Alberto Telles