Versos Portuguese Antero de Quental I

Portuguese poem

I

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Altas horas da noite, o Inconsciente Sacode-me com força, e acórdo em susto. Como se o esmagassem de repente, Assim me pára o coração robusto.

Não que de larvas me povôe a mente Esse vacuo nocturno, mudo e augusto, Ou forceje a rasão por que afugente Algum remorso, com que encara a custo...

Nem fantasmas nocturnos visionarios, Nem desfilar de espectros mortuarios, Nem dentro em mim terror de Deus ou Sorte...

Nada! o fundo dum poço, humido e morno, Um muro de silencio e treva em torno, E ao longe os passos sepulcraes da Morte.