Portuguese poem
I
Já não sei o que vale a nova idea, Quando a vejo nas ruas desgrenhada, Torva no aspecto, á luz da barricada, Como bacchante após lubrica ceia...
Sanguinolento o olhar se lhe incendeia; Respira fumo e fogo embriagada: A deusa de alma vasta e socegada Eil-a presa das furias de Medea!
Um seculo irritado e truculento Chama á epilepsia pensamento, Verbo ao estampido de pelouro e obuz...
Mas a idea é n'um mundo inalteravel, N'um crystallino céo, que vive estavel... Tu, pensamento, não és fogo, és luz!