Portuguese poem
I
Não creio em ti, Deus-Padre omnipotente, Creador d'esse espaço constellado, Que do Cahos e o Nada conglobado Arrancaste o Universo refervente;
Não creio em ti, Deus-Filho, em cuja mente Foi o Bem inefavel feito e nado; E não creio no Espirito gerado Do eterno Amor, como uma chamma ardente;
Saibam-n'o a terra e os céos: do Crédo antigo, Cheio de Graça e Fé, refugio e abrigo, Benção da noite e prece da manhã,
Só creio no Peccado ineluctavel, Na Maldição primeira inexpiavel, E no eterno reinado de Satan!