Versos Portuguese Antero de Quental I

Portuguese poem

I

by

Listen in the reader

Sinite parvulos ad me venire

Ventura! aurora d'outro eterno dia-- Amor--Verdade--Bem--Quanto desprende Seu vôo cá da terra e quanto estende Azas no céo, só busca esta harmonia,

E as alturas fechadas! tudo esfria E morre, lá por cima, e não se entende... Certo é que o fructo só p'ra terra pende, Parece que p'ra terra a luz se cria!

Ha tanto quem sem lucta espere havel-a! Sem se erguer, quêdo o mundo, cuide vêl-a... Talvez, se assim quedasse, a possuisse!

Chama-se isto voar! Toda essa altura Dava-a bem por uma hora de ventura... Antes minha alma não voasse... e visse!

Coimbra, Novembro, 1862.