Versos Portuguese Antero de Quental Intimidade

Portuguese poem

Intimidade

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Quando, sorrindo, vaes passando, e toda Essa gente te mira cubiçosa, És bella — e se te não comparo á rosa, É que a rosa, bem vês, passou de moda...

Anda-me ás vezes a cabeça á roda, Atraz de ti tambem, flôr caprichosa! Nem póde haver, na multidão ruidosa, Coisa mais linda, mais absurda e douda.

Mas é na intimidade e no segredo, Quando tu córas e sorris a mêdo, Que me apraz vêr-te e que te adoro, flôr!

E não te quero nunca tanto (ouve isto) Como quando por ti, por mim, por Christo, Juras — mentindo — que me tens amor...