Portuguese poem
Iv
Conquista pois sósinho o teu futuro, Já que os celestes guias te hão deixado, Sobre uma terra ignota abandonado, Homem--proscrito rei--mendigo escuro!
Se não tens que esperar do céo (tão puro, Mas tão cruel!) e o coração magoado Sentes já de illusões desenganado, Das illusões do antigo amor perjuro:
Ergue-te, então, na magestade estoica D'uma vontade solitaria e altiva, N'um esforço supremo de alma heroica!
Faze um templo dos muros da cadeia, Prendendo a immensidade eterna e viva No circulo de luz da tua Idea!